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A ABBR como entidade não
governamental tem feito a sua parte, colaborando com o Estado na
Assistência de Saúde e Assistência Social ao Portador de
Deficiência, incluindo o atendimento a crianças, jovens, adultos e
idosos.
A inclusão da Pessoa Portadora de Deficiência e a Lei Orgânica
da Assistência Social
“A questão da inclusão da pessoa com deficiência passa,
obrigatoriamente, por ações de vários setores públicos envolvidos
na proteção social desta pessoa. Entre outras políticas públicas,
há que se destacar a da Assistência Social, que historicamente
financia ações nas áreas de Educação, Saúde e Trabalho.
Considerando a Lei Orgânica de Assistência Social (Lei número
8.742 de 1993) e o reordenamento proposto pela mesma, várias
esferas de governo (federal, estadual e municipal) e a sociedade
civil atuarão de forma conjunta. Esses setores determinarão como
as redes de serviços irão atuar, no sentido de garantir mínimos de
qualidade de vida para a pessoa com deficiência. No Brasil, este
segmento da população tem conquistado seus direitos, por meio das
associações e movimentos da sociedade civil, o que tem contribuído
para sua progressiva inserção social. |
Para que a pessoa com
deficiência possa participar efetivamente na sociedade, faz-se
necessário que a Assistência Social, além de garantir a proteção
social desta pessoa, faça a interface com as demais políticas
públicas, a fim de facilitar sua inclusão na sociedade.
A Assistência Social, enquanto política no âmbito de seguridade
social, deve ofertar proteção integral a todas as pessoas. A
melhor proteção é aquela que assegura aos cidadãos sua inclusão
nas políticas públicas, pelo mercado de trabalho e pelas diversas
expressões do convívio familiar, comunitário e societário.
Ao considerarmos o conceito de inclusão como “o processo pelo qual
pessoas com qualquer tipo de necessidade especial se preparam para
assumir papéis na sociedade e, simultaneamente, a sociedade se
adapta para atender as necessidades de todas as pessoas”, há que
se ter claro que as ações isoladas não conseguirão atingir os
objetivos a que propõe a inclusão.
Em um país como o nosso, com um grande número de pessoas carentes
com deficiência, faz-se necessário uma política que garanta
mínimos sociais de qualidade de vida, e que articule as várias
formas de atenção a este segmento.” |