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PRÁTICAS DE GESTÃO
O principal desafio enfrentado pela ABBR, o maior Centro de
Reabilitação do Brasil, em relação à sua reorganização é
estabelecer uma parceria justa e equilibrada, com o convênio
mantido com o Sistema Único de Saúde.
Em janeiro de 1991, a ABBR deixou de receber a remuneração
dos serviços prestados ao Convênio, relativo ao adicional
das receitas do Índice de Valorização Hospitalar (IVH), da
parte ambulatorial. Ocorreu uma drástica redução de
receitas, mantendo-se a obrigação da oferta dos serviços em
60% da capacidade aos pacientes do Convênio SUS. Foi o
início da crise financeira.
A tarefa de reestruturação foi iniciada no ano 2000. A
complexa estrutura e a necessidade de contar com um claro
processo de tomada de decisões conduziram a administração no
sentido da adoção de boas práticas de governança. Foram
essenciais as medidas adotadas para o início de um processo
que visa a manutenção da Instituição.
A partir de 2000, os Relatórios de Atividades passaram a
conter informações sobre toda a Instituição referente aos
seus serviços, gratuidades, doações e prestações de contas.
As práticas gerenciais foram aperfeiçoadas, em especial as
informações contábeis e divulgações junto aos órgãos legais.
Nas práticas da governança constam também o cumprimento à
legislação com transparência nas ações, comunicações aos
contribuintes-mantenedores, publicações internas (quadros de
aviso), “site” e imprensa (jornais e televisão - mídia
gratuita).
Uma característica do programa de reestruturação é o formato
aberto permanente, não impositivo e gradual de todas as
ações. O principal resultado foi a abertura à participação
dos funcionários no processo da gestão. De forma aberta,
observou-se uma sinergia com o alinhamento para não perder a
qualidade dos serviços, com ganhos de produtividade e
redução de custos.
Podemos afirmar que hoje, passados seis anos, a motivação
para a continuidade do processo é pelo apoio solidário da
Sociedade Civil.
Não houve falhas no cumprimento das ações pelos gestores,
ocorre porém que, o programa estabelecido não tem
sustentabilidade pela falta das parcerias governamentais não
cumpridas e não priorizadas nos atendimentos aos planos de
trabalhos que são apresentados pela Instituição.
METAS
A manutenção do programa de reestruturação é necessário à
missão institucional, e tem-se como prioridades:
1. Diálogo e engajamento com as instâncias;
governamentais para o correspondente apoio;
2. Gestão de riscos (fiscais, trabalhistas, sociais e
fornecedores);
3. Fortalecimento da reputação;
4. Manutenção do ambiente propício ao alinhamento das
estratégias organizacionais.
A Administração tem em mente que compatibilizar a redução de
custos com a melhor qualidade possível é meta da
Instituição. Porém, para incluir sustentabilidade nessa
relação é necessário trazer a discussão para o plano em que
variáveis sociais tenham como prioridade o digno atendimento
aos pacientes com justa remuneração de serviços. Fazer o
trabalho assistencial à Saúde com o Convênio SUS é crescer a
“bola de neve” e aumentar a condição de insolvência da ABBR.
É insuportável e insustentável a retribuição financeira dos
serviços prestados através do Convênio com o Sistema Único
de Saúde (SUS).
A Incorporação do processo gerencial , iniciado no ano 2000
e reavaliado em novembro de 2005, com a Auditoria e
Consultoria da Empresa Ernst & Young, sugere entre outras
medidas, que haja uma solução junto ao Convênio com o SUS.
Responsabilidade Social pressupõe
reconhecimento da comunidade e da sociedade como
partes interessadas
da organização.
Neste contexto a ABBR está presente. |
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