A ABBR e os portadores de deficiência

“Estimativas da OMS (Organização Mundial de Saúde) calculam em cerca de 610 milhões o número de pessoas com deficiência no mundo, das quais 386 milhões fazem parte da população economicamente ativa. Avalia-se que 80% do total vivam nos países em desenvolvimento.

 

No Brasil, segundo o Censo realizado em 2000 pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e divulgado em 2002, existem 24,5 milhões de brasileiros portadores de algum tipo de deficiência. O critério, utilizado pela primeira vez nesse levantamento, foi o da CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Conforme esse conceito, 14,5% da população brasileira apresenta alguma deficiência física, mental, ou dificuldade para enxergar, ouvir ou locomover-se.

 

Os dados do Censo mostram também que no total de casos declarados de portadores de deficiências, 8,3% possuem deficiência mental, 4,1% deficiência física, 22,9% deficiência motora, 48,1% deficiência visual e 16,7% deficiência auditiva. Entre 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual, 159.824 são incapazes de enxergar, e, entre os 5,7 milhões de brasileiros com deficiência auditiva, 176.067 não ouvem.

 

Trata-se de um universo expressivo de pessoas. Vários fatores fazem com que esse número seja elevado, incluindo o fato de que estamos entre os países com maiores índices de acidentes de trabalho e de violência urbana, o que contribui para o aumento do número de jovens com deficiência.”
(Instituto Ethos).

 

A ABBR surgiu para atenuar as dificuldades dos portadores de deficiência quando, em 1950, a poliomielite atingiu níveis alarmantes e, em conseqüência, elevou o número de pessoas portadoras de seqüelas motoras, necessitando de tratamento especializado.

A ABBR fez e faz História na Medicina de Reabilitação. Foi a Primeira Escola de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, fundada em 03/04/1956 e em 1963, conseguiu aprovação do currículo em nível superior pelo Ministério da Educação.

 

Durante a construção de Brasília, o Presidente Juscelino Kubitscheck convocou a ABBR para planejar e acompanhar a instalação de um Centro de Reabilitação, em Brasília que foi inaugurado junto com a nova Capital, com o nome de Sarah Kubitscheck e a equipe da ABBR participou do seu funcionamento até que foi entregue à Fundação das Pioneiras Sociais.

 

A ABBR recebe e recebeu visitas de Reis (Rei da Suécia, Carlos Gustavo e Rainha Silvia, em 06 de abril de 1984), da Grã-Duquesa de Luxemburgo, Sra. Josephine Charlotte, em 17 de setembro de 1965, e mais recente, em 2005 de Comitivas Estrangeiras (Suecos, Britânicos, Chineses, Japoneses), além de muitos visitantes ilustres e também pessoas da nossa sociedade que constatam o exemplo de trabalho assistencial de cuidado à saúde aos portadores de deficiência.

 

A ABBR pertence ao universo dos deficientes, porque já cuidou de 300.000 (trezentos mil) pacientes, com ou sem condições financeiras. O importante é que a ABBR promove diariamente a igualdade de chances para que todos os seus pacientes possam desenvolver seus potenciais.

 

A ABBR faz a sua parte colaborando para reduzir os indicadores do Censo IBGE (2000), reconhecendo que, em um quadro social marcado por discrepância, é apoiada apenas na solidariedade de pessoas da sociedade que ajudam a sua manutenção e se caracteriza como ¨uma casa de esperança” para os portadores de deficiência.

 

Não tem sido fácil chegar aos 51 anos...

...exercendo o papel social do poder público,

sem contar com a respectiva parceria.

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